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Conservação: Armazenar em recipiente hermético, em local fresco, seco e ao abrigo da luz, onde mantém sua qualidade por 6 meses a 1 ano. Para o consumo, pode ser reidratado em água morna por 20 a 30 minutos, aproveitando o líquido em receitas, ou triturado em pó para adicionar a outros alimentos e bebidas. Após reidratado, pode ser grelhado ou utilizado em risotos, massas e refogados. Descartar o produto se umidificar no armazenamento e apresentar odor azedo ou presença de mofo, garantindo assim a segurança e o aproveitamento máximo de suas propriedades.
Descrição
Juba de Leão: o cogumelo que a ciência resolveu levar muito a sério
Se você procurar o cogumelo Juba de Leão (Hericium erinaceus) em outros lugares, vai descobrir que ele é difícil de encontrar. Na King Funghi, ele chega toda semana, desidratado, pronto para uso. Mas, se você tem interesse, não deixe para a última hora: a procura é grande, a fila de espera é real, e ele costuma voar antes de qualquer outro.
Por quê? Porque quem já pesquisou um pouco sobre esse fungo não consegue ignorá-lo.
Um cogumelo de aparência estranha e ciência muito séria
A Juba de Leão não se parece com nenhum outro cogumelo: suas longas fibras brancas em cascata lembram a crina de um leão, o que lhe rendeu o nome. Na medicina tradicional chinesa e japonesa, onde é conhecido como Yamabushitake, é usado há séculos para tratar distúrbios gastrointestinais e fortalecer o organismo de forma geral. O que mudou nas últimas décadas é que a ciência ocidental resolveu investigar essas propriedades com rigor, e o que encontrou é, no mínimo, extraordinário.
O composto que atravessa o cérebro e estimula a regeneração neuronal
O grande diferencial da Juba de Leão está em dois grupos de compostos bioativos exclusivos: as hericeninas, encontradas no corpo frutífero do cogumelo, e as erinacinas, presentes no micélio. Pesquisas publicadas desde a década de 1990 demonstram que esses compostos estimulam a síntese do NGF, o Fator de Crescimento Neural, uma proteína essencial para o desenvolvimento, a manutenção e a sobrevivência dos neurônios.
O que torna isso relevante de forma prática: as erinacinas conseguem atravessar a barreira hematoencefálica, uma vantagem crítica sobre a maioria dos compostos naturais, e a erinacina A, em particular, demonstrou aumentar os níveis de NGF no cérebro, promovendo neurogênese e sobrevivência neuronal.
Propriedades Funcionais
O Juba de Leão é o cogumelo mais estudado para saúde neurológica no momento. Contém hericeninas e erinacinas, compostos que estimulam a síntese do Fator de Crescimento Neural (NGF), essencial para o crescimento, manutenção e sobrevivência dos neurônios. Estudos clínicos documentam melhora em funções cognitivas, memória e concentração.
Também apresenta atividade imunomoduladora, antioxidante e potencial neuroprotetor contra doenças degenerativas.
O que os estudos clínicos mostram
Em um ensaio clínico duplo-cego controlado por placebo com 30 pacientes com comprometimento cognitivo leve, o tratamento de 16 semanas com suplemento de Juba de Leão melhorou a performance cognitiva em relação ao grupo placebo. Os benefícios, no entanto, começaram a diminuir após quatro semanas sem o consumo, sugerindo que o uso contínuo é necessário para manter os efeitos.
Estudos pré-clínicos indicam potencial de melhora em condições como AVC isquêmico, doença de Parkinson, Alzheimer e depressão. Além disso, resultados apontam que o consumo pode promover recuperação funcional e regeneração nervosa em modelos de dor neuropática. Ensaios clínicos em humanos já estão sendo realizados em larga escala para entendimento total dos benefícios e confirmação definitiva.
Além do cérebro
Na medicina tradicional chinesa e japonesa, a Juba de Leão foi usada por séculos como remédio para distúrbios gastrointestinais, doenças de fígado e rins, e regulação cardíaca. Pesquisas modernas também identificam propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e potencial antimicrobiano, incluindo ação contra patógenos resistentes a antibióticos.
Como consumir
Se consumido fresco, seu sabor é delicado, com notas que remetem a frutos do mar, especialmente lagosta e caranguejo. A textura é firme e carnuda, tornando-o excelente substituto de proteína animal em preparações culinárias. Ideal refogado na manteiga ou azeite, em sopas, risotos ou como substituto de frutos do mar. No Instagram da King Funghi (@kingfunghi) tem uma receita maravilhosa dele sendo preparado como um medalhão na frigideira, suculento e delicioso!
Na forma desidratada, os pedaços podem ser usados de duas formas principais. A primeira é triturá-los em liquidificador ou processador até virar pó, e misturar diretamente a sucos, vitaminas, iogurtes, sopas ou qualquer preparo quente ou frio da sua preferência. A segunda é a reidratação: basta deixar os pedaços de molho em água morna por 20 a 30 minutos antes do preparo, e depois usá-los em caldos, refogados, omeletes ou qualquer receita que peça textura mais consistente.
A King Funghi vende exatamente assim, em pedaços desidratados, e há uma razão clara para isso: quem recebe os pedaços tem a certeza absoluta de que está consumindo 100% de Juba de Leão, sem adulteração, sem diluição, sem dúvida. Os pós e extratos líquidos disponíveis no mercado têm um problema sério de rastreabilidade: nunca é possível saber com precisão se a concentração de cogumelo informada no rótulo é real, e análises independentes publicadas em diversos países mostram que essa discrepância é muito mais comum do que os fabricantes admitem. Com o pedaço desidratado na mão, você vê o que está consumindo. Não há margem para surpresa.
O Juba de Leão não é moda. É ciência em andamento. E você pode ser um dos primeiros a tê-lo regularmente na sua alimentação.
Fontes
- Mori K. et al. (2009), ensaio clínico duplo-cego, comprometimento cognitivo leve: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18844328/
- PMC, Neurohealth properties of H. erinaceus mycelia enriched with erinacines: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5987239/
- PMC, Neurotrophic and neuroprotective effects of H. erinaceus (2023): https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10650066/
- PMC, Lion's Mane: a neuroprotective fungus (2025): https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12030463/
- Alzheimer's Drug Discovery Foundation, revisão clínica: https://www.alzdiscovery.org/cognitive-vitality/ratings/lions-mane
- Frontiers in Nutrition, efeitos agudos em adultos jovens saudáveis (2025): https://www.frontiersin.org/journals/nutrition/articles/10.3389/fnut.2025.1405796/full
- PubMed, NGF synthesis in astrocytoma cells: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18758067/
Informação Nutricional
Porção: 100g (fresco, cru) | Base: USDA FoodData Central (FDC ID 1750344)| Valor energético | 43 kcal |
| Água | 88,6 g |
| Proteínas | 2,5 g (fresco) / 15,3 a 22 g (seco) |
| Carboidratos totais | 7,6 g |
| Beta-glucanas (polissacarídeos) | 3,0 a 5,0 g |
| Fibra alimentar | nd (não disponível no USDA para essa espécie) |
| Gorduras totais | 0,26 g |
| Colesterol | 0 mg |
| Cinzas | 1,0 g |
* O Juba de Leão é comercializado majoritariamente na forma desidratada, o que concentra todos os nutrientes. Os valores abaixo referem-se ao cogumelo fresco. Para fins de rotulagem de produto desidratado, os valores devem ser recalculados com base no fator de concentração do processo de secagem específico utilizado.
Fonte: USDA FoodData Central (FDC ID 1750344) / Literatura científica revisada por pares
| Domínio | Eukaryota |
| Supergrupo | Opisthokonta |
| Reino | Fungi |
| Subreino | Dikarya |
| Filo | Basidiomycota |
| Subfilo | Agaricomycotina |
| Classe | Agaricomycetes |
| Subclasse | incertae sedis ¹ |
| Ordem | Russulales |
| Família | Hericiaceae |
| Gênero | Hericium |
| Espécie | Hericium erinaceus (Bull.) Pers., 1797 |
¹ O NCBI registra a posição como Agaricomycetes incertae sedis antes da ordem Russulales, indicando que a subclasse permanece sem designação formal consolidada na taxonomia atual. Qualquer fonte que informe uma subclasse para essa espécie merece verificação crítica.
Ponto taxonômico crítico: o gênero Hericium foi anteriormente posicionado na ordem Aphyllophorales, mas estudos moleculares recentes o transferiram definitivamente para Russulales. Isso significa que a Juba de Leão diverge do Shiitake e do Paris a partir da ordem: enquanto ambos pertencem à ordem Agaricales, a Juba de Leão pertence à ordem Russulales, uma linhagem evolutiva completamente distinta dentro dos Agaricomycetes.
Histórico Taxonômico
O fungo foi descrito pela primeira vez pelo micologista botânico francês Jean Baptiste François Bulliard em 1780, sob o nome Hydnum erinaceus. Foi Christiaan Hendrik Persoon quem, em 1797, transferiu a espécie para o gênero Hericium, estabelecendo o nome científico que vigora até hoje. O nome japonês Yamabushitake é uma referência aos yamabushi, monges ascetas das montanhas da seita budista Shugendō, evocando tanto o habitat remoto do cogumelo quanto seu papel histórico na medicina e na cultura japonesa.
Sinonímia
| Sinônimo | Autor | Ano |
|---|---|---|
| Hydnum erinaceus | Bull. | 1781 |
| Clavaria caput-medusae | Bull. | 1788 |
| Hericium caput-medusae | (Bull.) Pers. | — |
| Dryodon erinaceus | (Bull.) P.Karst. | — |
| Dryodon caput-medusae | (Bull.) Quél. | — |
| Hericium echinus | (Scop.) Pers. | — |
| Hericium grande | Raf. | — |
| Steccherinum quercinum | Gray | — |
Nomes Populares por Região
| Inglês | Lion's mane, Bearded tooth mushroom |
| Japonês | Yamabushitake (山伏茸) |
| Chinês | Hóu tóu gū (猴头菇) — "cogumelo cabeça de macaco" |
| Português | Juba de Leão, Cogumelo Ouriço |
Fontes
- GBIF Backbone Taxonomy (ID 5248508): https://www.gbif.org/species/5248508
- NCBI Taxonomy Browser (ID 91752): https://www.ncbi.nlm.nih.gov/Taxonomy/Browser/wwwtax.cgi?id=91752
- MicoWiki / Kenyon College (H. erinaceus): https://microbewiki.kenyon.edu/index.php/Hericium_erinaceus
- First Nature (histórico taxonômico detalhado): https://www.first-nature.com/fungi/hericium-erinaceus.php
- Wikipedia, gênero Hericium (ordem e filogenia): https://en.wikipedia.org/wiki/Hericium
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