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Conservação: Conserve em geladeira entre 2°C e 5°C. Mantenha em recipiente aberto coberto com papel toalha. Mais perecível que os demais, então consuma em até 5 dias após a entrega. Congelamento não recomendável. Nunca lave antes de guardar. Para o preparo, deve ser sempre ir ao fogo, pois cru apresenta sabor ácido e adstringente. Pode ser grelhado, salteado ou frito até ficar crocante, desenvolvendo sabor e textura que lembram carne ou bacon. Ao cozinhar, sua coloração rosa característica se perde, mas o sabor umami e a textura carnuda são realçados.
Descrição
Um cogumelo que é, literalmente, brasileiro
O Hiratake Salmão chega na King Funghi em bandejas de 200g, todos os dias, direto de produtores parceiros no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Esse fluxo constante de fornecedores garante o que nenhum supermercado consegue oferecer: na maioria das vezes, o cogumelo que chega na sua casa foi colhido há menos de 24 horas. Isso faz toda a diferença numa espécie que é tão delicada quanto bela.
O Pleurotus djamor, conhecido como Hiratake Salmão ou Pink Oyster, não é apenas cultivado no Brasil: ele é nativo daqui. Esse fungo saprófita, originário de climas tropicais e subtropicais, é amplamente distribuído nos biomas da Amazônia e da Mata Atlântica. Comunidades tradicionais brasileiras e a literatura científica confirmam seu consumo histórico. O povo Yanomami já o conhecia muito antes de qualquer laboratório.
A cor que impressiona, e não é acidente
A tonalidade rosa-salmão intensa do chapéu é produzida por pigmentos naturais do grupo das quinonas, que também apresentam atividade antioxidante. A coloração, porém, é termossensível: ao cozinhar, o cogumelo perde a cor e fica bege. Nada de alarme, é apenas química. O sabor permanece, e é pronunciado, com notas levemente defumadas e textura carnosa que surpreende.
O que a ciência já sabe sobre ele
O P. djamor contém proteínas, aminoácidos essenciais, fibra alimentar, vitaminas e minerais como potássio, magnésio, ferro, cálcio, sódio e zinco. Além disso, é rico em compostos fenólicos, terpenoides, esteróis (ergosterol), ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 e beta-glucanas.
Análise proximal em peso seco confirma alto teor de proteína (25%), fibra alimentar (19%) e baixo teor de gordura (2%), com umidade em torno de 30%. Em termos práticos: é um alimento muito proteico e rico em fibras para o seu valor calórico.
Beta-glucanas, antioxidantes e potencial antidiabético
Análise qualitativa de micoconstituintes revelou a presença de taninos, flavonoides, terpenoides, glicosídeos cardíacos e saponinas no P. djamor. As beta-glucanas, polissacarídeos presentes na parede celular do cogumelo, são os compostos mais estudados do gênero Pleurotus e estão associados à modulação imunológica e ao efeito prebiótico sobre a microbiota intestinal.
Testes hipoglicemiantes demonstraram que o extrato de P. djamor estimulou o consumo de glicose por hepatócitos, indicando potencial para redução do risco de doenças metabólicas, incluindo diabetes. Estudos apontam que o cogumelo apresenta ainda citotoxicidade seletiva contra linhagens de células de câncer de pulmão e colorretal em modelos laboratoriais, além de atividade antimicrobiana contra patógenos relevantes. É importante dizer com clareza: a maioria dessas evidências vem de estudos pré-clínicos e ensaios clínicos em humanos em larga escala estão sendo realizados em diversas partes do mundo.
Na cozinha
Fresco, o Hiratake Salmão vai bem em refogados rápidos, salteados em fogo alto, risotos e caldos. O calor intenso e o tempo curto de preparo preservam melhor sua textura e seus compostos bioativos. Evite cozimento prolongado em água.
Bonito demais para deixar passar.
Fontes
- PMC, Nutritional and antioxidant potential of P. djamor
- Nature/Scientific Reports, Therapeutic efficacy of P. djamor var. fuscopruinosus (2025)
- PubMed, Pink oyster mushroom as antioxidant and hypoglycemic agent
- PMC, Prebiotic effects of P. djamor during in vitro colonic fermentation (2024)
- ScienceDirect, P. djamor nutraceutical development (2025)
- PMC, Secondary metabolites of P. djamor using agave bagasse
Informação Nutricional
Porção: 100g em peso seco (DW)| Proteínas | 17,80 a 35,50 g |
| Carboidratos totais | 15,99 a 48,90 g |
| Fibra alimentar | 8,0 a 19,32 g |
| Gorduras totais | 2,07 a 5,0 g |
| Cinzas | 7,59 g |
| Umidade (produto fresco) | 85 a 92% |
| Valor energético (estimado) | 300 a 390 kcal/100g DW |
| Ergosterol (pró-vitamina D) | presente |
* Total de aminoácidos: 15,98 ± 0,01 g/100g DW em basidiomata de P. djamor var. roseus. O gênero Pleurotus contém todos os aminoácidos essenciais, com limitação dos aminoácidos sulfurados cistina e metionina, padrão típico de proteínas fúngicas. Para laudos nutricionais com fins de rotulagem, análise laboratorial credenciada pelo MAPA é obrigatória e insubstituível.
Fonte: Literatura científica revisada por pares: Raman et al. 2020, Senanayake et al. 2025, PMC 2024, Włodarczyk et al. 2021
| Domínio | Eukaryota |
| Supergrupo | Opisthokonta |
| Reino | Fungi |
| Subreino | Dikarya |
| Filo | Basidiomycota |
| Subfilo | Agaricomycotina |
| Classe | Agaricomycetes |
| Subclasse | Agaricomycetidae |
| Ordem | Agaricales |
| Família | Pleurotaceae |
| Gênero | Pleurotus (Jacq.) P. Kumm., 1871 |
| Espécie | Pleurotus djamor (Rumph. ex Fr.) Boedijn, 1959 |
Dados cruzados entre GBIF (ID 2526599), NCBI Taxonomy (ID 34470), Index Fungorum, Encyclopedia of Life e literatura científica revisada por pares.
O NCBI reconhece três variedades: var. djamor, var. fuscopruinosus e var. roseus. A variedade comercialmente mais cultivada no Brasil, responsável pela coloração rosa-salmão intensa, é a var. djamor.
Instabilidade taxonômica: embora várias espécies ainda sejam referidas como válidas no Index Fungorum (2024), no MycoBank e em numerosas publicações, discrepâncias significativas existem entre os nomes científicos e as respectivas entidades biológicas. Um estudo no Brasil confirmou a presença de cinco espécies de Pleurotus no país, sendo P. djamor uma delas; porém, 62 outros nomes de Pleurotus descritos no Brasil foram encontrados como sinônimos ou reclassificados. A taxonomia molecular do complexo P. djamor permanece área ativa de pesquisa.
Comparativo: Shiitake (Lentinula edodes) e Paris (Agaricus bisporus) pertencem à mesma ordem Agaricales, mas a famílias diferentes (Omphalotaceae e Agaricaceae, respectivamente). O Hiratake Salmão compartilha a ordem Agaricales com ambos, mas pertence à família Pleurotaceae. A Juba de Leão (Hericium erinaceus) pertence à ordem Russulales, família Hericiaceae, completamente distinta.
Histórico Taxonômico
Pleurotus djamor foi descrito pela primeira vez pelo botânico Georg Eberhard Rumphius em 1750 na obra Herbarium Amboinense, catálogo da flora da atual Ilha de Ambon, na Indonésia, sob o nome Boletus secundus arboreus. O nome foi sancionado em 1821 pelo micologista sueco Elias Magnus Fries como Agaricus djamor no Systema Mycologicum, antes de ser transferido para o gênero Lentinus pelo mesmo Fries. Em 1959, o micologista holandês Karel Bernard Boedijn transferiu a espécie para o gênero Pleurotus, estabelecendo o binômio atual. O epíteto específico djamor deriva de nomes vernaculares indonésios para o fungo, registrados por Rumphius em sua documentação da flora de Ambon.
Sinonímia
| Sinônimo | Autor | Ano |
|---|---|---|
| Boletus secundus arboreus | Rumph. | 1750 |
| Agaricus djamor | Fr. | 1821 |
| Lentinus djamor | (Fr.) Fr. | |
| Agaricus roseus | Fr. | |
| Pleurotus roseus | (Fr.) Gillet | |
| Pleurotus salmoneostramineus | Lj.N. Vassiljeva | |
| Pleurotus ostreatoroseus | Singer | |
| Pleurotus flabellatus | (Berk. & Broome) Sacc. |
Nomes Populares por Região
| Português (Brasil) | Hiratake Salmão, Cogumelo Ostra Rosa |
| Inglês | Pink Oyster Mushroom, Salmon Oyster |
| Japonês | Hiratake (ヒラタケ) — genérico para Pleurotus |
| Indonésio/Malaio | Djamor (origem do epíteto específico) |
Fontes
- GBIF Backbone Taxonomy (ID 2526599): https://www.gbif.org/species/2526599
- NCBI Taxonomy Browser (ID 34470): https://www.ncbi.nlm.nih.gov/Taxonomy/Browser/wwwtax.cgi?lvl=0&id=34470
- Encyclopedia of Life (histórico taxonômico completo): https://eol.org/pages/195727/articles
- Index Fungorum (registro oficial, ID 355683): https://www.indexfungorum.org/names/NamesRecord.asp?RecordID=355683
- PMC / Scientific Reports (taxonomia, variedades e filogenia molecular, 2025): https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12122881/
- ScienceDirect (complexo P. djamor, filogenia ITS/LSU/RPB2): https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1878614618302447
- ScienceDirect (atualização taxonômica do gênero Pleurotus, 2025): https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0944501325000667
- MycoKeys (novo estudo filogenético do complexo P. djamor, 2025): https://mycokeys.pensoft.net/article/162530/
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