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Conservação: O mais delicado de todos, deve ser conservado em geladeira entre 2°C e 5°C. Mantenha em recipiente aberto coberto com papel toalha. Muito mais perecível que os demais, então consuma em até 3 dias após a entrega. Congelamento não recomendável. Não coma se apresentar manchas escuras ou odor azedo. Antes do preparo, lave muito rapidamente em água corrente. Pode ser consumido cru em saladas, ou cozido em sopas, massas e como acompanhamento, sendo adicionado ao final do cozimento para preservar sua textura crocante.
Descrição
O Enoki da King Funghi: frescor que o supermercado não consegue entregar
O Enoki chega na King Funghi em bandejas de 100g, todos os dias, direto de produtores parceiros espalhados pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Esse fluxo diário e constante de fornecedores garante o que nenhum supermercado consegue oferecer: na maioria das vezes, o cogumelo que chega na sua casa foi colhido há menos de 24 horas. Quem conhece o Enoki sabe que isso importa muito: ele é delicado, tem textura crocante quando fresco e perde qualidade rapidamente. O que você encontra no supermercado já passou por centros de distribuição, câmaras frias e dias de prateleira. O que você recebe da King Funghi, não.
Dois sabores de um mesmo cogumelo
O Enoki (Flammulina velutipes) tem uma dupla personalidade interessante. Na natureza, cresce em troncos de árvores caducas no inverno, com um píleo marrom-alaranjado e caule curto e aveludado. É esse o cogumelo selvagem chamado velvet shank na Europa e América do Norte. Mas o Enoki que você conhece, de caule longo, fino e branco como palito de fósforo com uma minúscula tampa, é o mesmo fungo cultivado no escuro, em ambientes de alta concentração de CO₂ e baixa luminosidade. Essa condição de cultivo inibe o desenvolvimento do chapéu e estimula o crescimento do caule, resultando na aparência característica. É um caso raro de um mesmo organismo que parece completamente diferente dependendo de onde e como cresce.
Um perfil nutricional que surpreende pela densidade
Com apenas 37 kcal por 100g, o Enoki é um dos cogumelos mais baixos em calorias. Mas o que impressiona é o que ele entrega dentro desse valor calórico reduzido. É uma das fontes mais ricas de niacina (vitamina B3) entre os cogumelos: 7,0 mg por 100g, o que representa 44% do valor diário recomendado em uma única porção. O ácido pantotênico (B5) aparece em 1,4 mg (27% do VD), e o folato chega a 48 µg (12% do VD). Em minerais, o potássio se destaca com 360 mg por 100g (8% do VD) e o fósforo com 106 mg (15% do VD). A fibra alimentar soma 2,70 g por 100g, com ação prebiótica documentada sobre a microbiota intestinal.
Os compostos bioativos: onde a ciência fica interessante
Além dos nutrientes convencionais, o Enoki acumula compostos bioativos que estão no centro de uma quantidade crescente de pesquisas. O principal deles é a proflamin, uma proteína isolada do cogumelo com atividade antitumoral demonstrada em estudos com modelos animais contra adenocarcinoma e melanoma. O cogumelo também é fonte de polissacarídeos imunomoduladores, micosteróis (incluindo ergosterol, precursor da vitamina D2), e compostos fenólicos com atividade antioxidante.
Estudos publicados em periódicos científicos revisados por pares demonstraram que os componentes ativos do Enoki, em especial a fibra dietética solúvel e os micosteróis, atuam na redução do colesterol total, triglicerídeos e LDL em modelos animais. A fibra se liga ao ácido cólico no trato digestivo, interrompendo o ciclo entero-hepático do colesterol e acelerando sua excreção. São resultados pré-clínicos; ensaios clínicos controlados em humanos em larga escala ainda são necessários para confirmar esses efeitos com a mesma magnitude.
Mais recentemente, pesquisas investigam o potencial neuroprotetor do Enoki. Extratos metanólicos e etanólicos de F. velutipes demonstraram estímulo à neurogênese e proteção de neurônios hipocampais contra estresse oxidativo em culturas primárias, com compostos bioativos mostrando interação com receptores NTRK da via neurotrófica. São resultados preliminares, mas promissores o suficiente para colocar o Enoki na mesma conversa que a Juba de Leão em termos de pesquisa em neuroproteção.
A curiosidade do estudo epidemiológico japonês
Uma das citações mais repetidas na literatura científica sobre o Enoki vem de um levantamento epidemiológico realizado no Japão que comparou a taxa de mortalidade por câncer entre agricultores de cogumelos e a população geral. O resultado indicou que agricultores de enokitake tinham taxas de mortalidade por câncer significativamente menores. Não é prova de causalidade, mas é o tipo de sinal que mobiliza pesquisadores, e desde então o Enoki tem sido objeto constante de investigação oncológica.
Como consumir
Cru em saladas ou em rolls, levemente cozido em sopas e hot pots, salteado por 1 a 2 minutos em fogo alto, ou como guarnição de pratos quentes: o Enoki mantém sua textura crocante com preparo rápido e perde essa qualidade com calor prolongado. Cortado na base do maço, separe os caules individualmente antes de usar. Não lave em excesso, apenas enxágue rapidamente se necessário.
Fontes
- PMC, Frontiers in Pharmacology (2016) — revisão completa de F. velutipes
- PMC, atividade hipolipemiante e antioxidante do Enoki
- PubMed, atividade hipolipemiante (Yeh et al. 2014)
- PMC, potencial neuroprotetor e neurogênese (2025)
- USDA FoodData Central (FDC ID 169382)
- Nutrition-and-you.com, perfil nutricional (base USDA)
Informação Nutricional
Porção: 100g em peso fresco| Valor energético | 37 kcal |
| Água | 89,1 g |
| Proteínas | 2,66 g |
| Carboidratos totais | 7,81 g |
| Fibra alimentar | 2,70 g |
| Açúcares totais | 0,22 g |
| Gorduras totais | 0,29 g |
| Gorduras saturadas | 0,04 g |
| Gorduras poli-insaturadas (ômega-6) | 0,12 g |
| Gorduras trans | 0 g |
| Colesterol | 0 mg |
| Cinzas | 1,0 g |
| Micosterol total (incl. ergosterol) | 46,57 mg/100g DW* |
| Fibra dietética total (peso seco) | 29,34 mg/100g DW* |
* O USDA não disponibiliza perfil quantitativo completo de aminoácidos para F. velutipes na entrada FDC 169382. Os aminoácidos listados baseiam-se na revisão de Phan et al. (Frontiers in Pharmacology 2016) e no perfil geral do gênero Flammulina documentado na literatura. Para laudos com fins de rotulagem, análise laboratorial credenciada pelo MAPA é obrigatória e insubstituível.
Fonte: USDA FoodData Central (FDC ID 169382, SR Legacy)
| Domínio | Eukaryota |
| Supergrupo | Opisthokonta |
| Reino | Fungi |
| Subreino | Dikarya |
| Filo | Basidiomycota |
| Subfilo | Agaricomycotina |
| Classe | Agaricomycetes |
| Subclasse | Agaricomycetidae |
| Ordem | Agaricales |
| Subordem | Marasmiineae |
| Família | Physalacriaceae |
| Gênero | Flammulina |
| Espécie | Flammulina velutipes (Curtis) Singer, 1951 |
Alerta taxonômico crítico: pesquisas moleculares publicadas a partir de 2015 demonstraram que o Enoki cultivado comercialmente na Ásia (China, Japão e Coreia), o de caule longo e branco vendido em supermercados, pertence a uma espécie distinta: Flammulina filiformis (Z.W.Ge, X.B.Liu & Zhu L.Yang). O F. velutipes, descrito originalmente na Europa, refere-se tecnicamente ao tipo selvagem europeu e norte-americano, de píleo marrom-alaranjado. O GBIF reconhece F. filiformis como espécie independente (ID 144093990). Apesar disso, o nome F. velutipes permanece amplamente utilizado na literatura comercial, em rótulos e na maioria das publicações nutricionais, inclusive nas entradas do USDA FoodData Central. Essa distinção é relevante para fins de documentos técnicos e científicos, mas não altera o perfil nutricional ou as propriedades medicinais documentadas, já que os estudos foram conduzidos com ambas as formas.
Variedades cultivadas reconhecidas: var. velutipes (tipo selvagem europeu; píleo marrom-alaranjado, caule curto); F. filiformis (cultivar asiático; branco, caule longo — antes tratado como variedade de F. velutipes).
Histórico Taxonômico
A espécie foi descrita pela primeira vez pelo botânico inglês William Curtis em 1782, sob o nome Agaricus velutipes, dentro do enorme gênero Agaricus que agrupava a maioria dos cogumelos laminados da época. Em 1947, o micologista alemão Rolf Singer transferiu a espécie para o gênero Flammulina, estabelecendo o binômio Flammulina velutipes (Curtis) Singer, publicado formalmente em 1951 no periódico Lilloa (vol. 22, p. 307). O gênero Flammulina foi criado para acomodar espécies com características específicas, como o caule aveludado e o hábito de crescimento em madeira decídua durante o inverno.
Sinonímia
| Sinônimo | Autor | Ano |
|---|---|---|
| Agaricus velutipes | Curtis | 1782 |
| Agaricus nigripes | Bull. | 1788 |
| Collybia velutipes | (Curtis) P.Kumm. | — |
| Gymnopus velutipes | (Curtis) Gray | — |
| Collybia veluticeps | Rea | — |
| Collybia eriocephala | Rea | — |
| Myxocollybia velutipes | (Curtis) Singer | — |
| Pleurotus velutipes | (Curtis) Corner | — |
Nomes Populares por Região
| Japonês | Enokitake (榎茸) |
| Inglês | Enoki, Velvet Shank (selvagem), Golden Needle Mushroom |
| Chinês | Jīn zhēn gū (金针菇, cogumelo agulha dourada) |
| Português (Brasil) | Enoki, Cogumelo Agulha |
Fontes
- GBIF Backbone Taxonomy (F. velutipes, ID 3341441): https://www.gbif.org/species/3341441
- GBIF (F. filiformis - espécie cultivada asiática, ID 144093990): https://www.gbif.org/species/144093990
- NCBI Taxonomy Browser (ID 38945): https://www.ncbi.nlm.nih.gov/Taxonomy/Browser/wwwtax.cgi?mode=info&id=38945
- First-Nature (histórico taxonômico detalhado): https://www.first-nature.com/fungi/flammulina-velutipes.php
- Wikipedia, Flammulina velutipes: https://en.wikipedia.org/wiki/Flammulina_velutipes
- PMC, revisão completa Frontiers in Pharmacology (sinonímia): https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5141589/
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