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Citrino
FrescoSazonal Vegano

Citrino

Pleurotus citrinopileatus Singer, 1942

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R$ 24,00/Bandeja de 200g - In natura (fresco)

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Citrino
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Conservação: Manter na geladeira entre 2°C e 8°C em recipiente aberto coberto com papel toalha. Consuma em até 5 dias após a entrega. Se não consumir e for congelar, pique grosseiramente com as mãos antes. Não lave, pois o excesso de umidade acelera a deterioração. Possui sabor suave e levemente adocicado, com textura macia e aroma frutado. Pode ser consumido cru em saladas, mas recomenda-se cozinhá-lo em fogo alto para realçar sua doçura natural e obter bordas crocantes.

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Descrição

Uma cor que não é acidente

O Citrino chega na King Funghi em bandejas de 200g, todos os dias, direto de produtores parceiros no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Esse fluxo diário garante o que nenhum supermercado consegue oferecer: na maioria das vezes, o cogumelo que chega na sua casa foi colhido há menos de 24 horas. E isso importa muito para o Citrino, um cogumelo delicado cuja textura e sabor se deterioram rapidamente. O que chega no varejo convencional já perdeu boa parte do que o torna especial.

O Pleurotus citrinopileatus, conhecido como Golden Oyster, cogumelo ostra dourado ou simplesmente Citrino, tem origem nas florestas de folhosas do leste da Rússia, norte da China e Japão, onde cresce naturalmente em troncos caídos de álamos, olmos e outras árvores decíduas. A cor amarelo-dourada intensa dos chapéus é resultado de pigmentos naturais, incluindo flavonoides e carotenoides, que além de estéticos possuem atividade antioxidante documentada. É um dos cogumelos mais visualmente impactantes do mundo, e cresce em cachos densos em formato de buquê que lembram flores.

Proteína, fibra e baixo teor de gordura: a tríade nutricional

Em termos nutricionais, o Citrino se destaca pelo alto teor proteico: análise proximal publicada em periódico científico revisado por pares encontrou entre 22,10% e 44,9% de proteína bruta em base seca, dependendo do substrato de cultivo. O teor de gordura é baixo, entre 1,32% e 2,1% em base seca, com predominância de ácidos graxos insaturados. A fibra alimentar chega a 20,78% em base seca, com contribuição relevante de beta-glucanas, polissacarídeos com atividade imunomoduladora documentada.

Em vitaminas do complexo B, o Citrino apresenta boa concentração de niacina (B3), ácido pantotênico (B5) e riboflavina (B2), além de quantidades detectáveis de vitaminas A, C e E, o que é incomum no gênero Pleurotus. Potássio é o mineral mais abundante, seguido de fósforo e magnésio.

O composto antioxidante mais raro e o mais valioso

Entre todos os atributos científicos do Citrino, o mais surpreendente é sua concentração de ergotionina, um aminoácido antioxidante não proteinogênico que humanos não conseguem sintetizar e precisam obter exclusivamente pela dieta. Em estudo comparativo com 11 espécies de cogumelos, o P. citrinopileatus apresentou a segunda maior concentração de ergotionina, com 3,94 mg por grama de peso seco, e a quarta maior de glutationa (1,39 mg/g DW). Ambos os compostos se concentram principalmente no tecido do píleo (chapéu), o que torna o consumo do cogumelo fresco e inteiro especialmente relevante.

A ergotionina tem sido objeto de pesquisa intensiva nas últimas décadas por sua associação à redução de doenças relacionadas ao envelhecimento, incluindo doenças cardiovasculares, câncer, doenças hepáticas e neurodegenerativas. Já foi chamada de "vitamina da longevidade" em publicações científicas, ainda que esse não seja um status regulatório formal.

Atividade medicinal documentada em estudos pré-clínicos

A pesquisa científica sobre o Citrino é abundante e crescente. Estudos documentam atividade antimicrobiana contra patógenos relevantes como E. coli, Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Candida tropicalis. Em modelos animais, extratos do cogumelo demonstraram inibição significativa de ganho de peso e acúmulo de gordura induzidos por dieta hiperlipídica, além de melhora na tolerância à glicose. Publicações no International Journal of Medical Mushrooms (2022) documentam atividade citotóxica seletiva contra células da linhagem A-549 (câncer de pulmão). O P. citrinopileatus também contém mevinolina, um análogo natural da lovastatina com atividade anti-hipercolesterolêmica.

É importante ser honesto: a maioria dessas evidências vem de estudos in vitro e modelos animais. Ensaios clínicos controlados em humanos em larga escala ainda são necessários para confirmar esses efeitos com a mesma magnitude nos seres humanos.

A curiosidade da cor: ela muda quando você cozinha

A cor amarelo-dourada vibrante do Citrino é sensível ao calor. Durante o cozimento, os pigmentos flavonoides se degradam e o cogumelo perde a coloração, tornando-se bege ou creme. Isso é puramente química, e não afeta o sabor nem o valor nutricional. Para quem quiser preservar a cor em preparações frias, o Citrino pode ser consumido cru em saladas ou como guarnição. Para preparos quentes, refogado rápido em fogo alto por 1 a 2 minutos preserva a textura crocante.

Fontes

  1. PubMed, revisão geral do golden oyster mushroom (Tao & Zheng 2023)
  2. PubMed, atividade antimicrobiana e antioxidante (Turfan et al. 2022)
  3. PubMed, atividade anti-obesidade e metabolismo (Sheng et al. 2018)
  4. Wikipedia, P. citrinopileatus (ergotionina e glutationa)
  5. SciAlert, proximate composition (Musieba et al. 2013)
  6. MDPI Applied Sciences, fisicoquímica do gênero Pleurotus (2025)

Informação Nutricional

Porção: 100g em peso seco (DW)
Proteínas brutas22,10% a 44,9% DW*
Carboidratos totais (NFE)21,2% a 46,8% DW
Fibra alimentar bruta20,78% DW (Musieba) / variável
Beta-glucanas19,3 a 50,0% DW (gênero Pleurotus)
Gorduras totais (lipídeos)1,32% a 2,1% DW
Cinzas (minerais totais)7,9% a 10,5% DW
Umidade (produto fresco)85 a 92% (típico do cogumelo fresco)
Valor energético (estimado)283 a 308 kcal/100g DW
Ergotionina3,94 mg/g DW
Glutationa1,39 mg/g DW
Mevinolina (lovastatina natural)presente

* Para laudos com fins de rotulagem, análise laboratorial credenciada pelo MAPA é obrigatória e insubstituível.

Fonte: Musieba et al. 2013 (Am. J. Food Technol.) e Turfan et al. 2022 (Int. J. Med. Mushrooms)

DomínioEukaryota
SupergrupoOpisthokonta
ReinoFungi
SubreinoDikarya
FiloBasidiomycota
SubfiloAgaricomycotina
ClasseAgaricomycetes
SubclasseAgaricomycetidae
OrdemAgaricales
SubordemPleurotineae
FamíliaPleurotaceae
GêneroPleurotus (Jacq.) P. Kumm., 1871
EspéciePleurotus citrinopileatus Singer, 1942

Dados cruzados entre GBIF (ID 2526504), NCBI Taxonomy (ID 98342), Wikipedia e literatura científica revisada por pares.

Posição filogenética: o P. citrinopileatus integra o clade djamor-cornucopiae, junto com P. cornucopiae (Europa) e P. djamor (Hiratake Salmão, tropical). Esse clado é filogeneticamente distinto do P. ostreatus clade (que inclui o Shimofuri, P. pulmonarius e P. eryngii). Espécies do mesmo clado compartilham ancestrais mais recentes e, em geral, perfis de compostos bioativos mais similares entre si do que com espécies de outros clados.

A espécie é muito próxima de P. cornucopiae (cogumelo ostra ramificado da Europa), tanto que alguns autores a trataram como variedade daquela espécie. Estudos moleculares mais recentes confirmaram que P. citrinopileatus e P. cornucopiae pertencem ao mesmo clado filogenético, mas são reconhecidas como espécies distintas pelas principais autoridades taxonômicas.

Histórico Taxonômico

A espécie foi descrita e nomeada pelo micologista austro-americano Rolf Singer em 1942, com publicação formal em 1943 no periódico Annales Mycologici (vol. 41, pp. 149). Singer, que trabalhou extensivamente na taxonomia de Agaricales, identificou e caracterizou o P. citrinopileatus com base em espécimes coletados no Leste Asiático. O epíteto citrinopileatus significa literalmente 'de píleus citrina (amarelo-limão)', descrevendo a cor característica do chapéu.

Sinonímia

SinônimoAutorAno
Pleurotus cornucopiae var. citrinopileatus(Singer) Ohira
Pleurotus cornucopiae subsp. citrinopileatus(Singer) O.Hilber1993

Nomes Populares por Região

Português (Brasil)Citrino, Cogumelo Ostra Dourado
InglêsGolden Oyster Mushroom, Yellow Oyster
JaponêsTamogitake (タモギタケ)
ChinêsYú ěr (榆耳, orelha de olmo)

Fontes

  1. GBIF Backbone Taxonomy (ID 2526504): https://www.gbif.org/species/2526504
  2. NCBI Taxonomy Browser (ID 98342): https://www.ncbi.nlm.nih.gov/Taxonomy/Browser/wwwtax.cgi?id=98342
  3. Wikipedia, Pleurotus citrinopileatus: https://en.wikipedia.org/wiki/Pleurotus_citrinopileatus
  4. Wikipedia, gênero Pleurotus (filogenia e clados): https://en.wikipedia.org/wiki/Pleurotus
  5. PubMed, revisão do gênero com posição de P. citrinopileatus (Tao & Zheng 2023): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37075081/

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